Dia e Patrono do Desenho Industrial no Brasil:
5 de novembro / Des. Ind. Aloísio Magalhães ( 1927 - 1982 )



sexta-feira, 29 de novembro de 2019

CARTA AD NAUSEAM

Boa noite.

Quando tiver se casado e viver um tempo de vida com o qual construiu mais do que um horizonte de auto suficiência em excelência, poderá estabelecer um viés de julgamento através do qual se lance em compadecer-se de quem quer que seja na clave do convívio, mesmo sem sequer conhecer, conquanto haja eventual similitude de circunstâncias em combinação com algo vivido. Não coloque na mesma métrica um namoro adolescente com um quarto de século de convívio comum, sonhos, alegrias e dramas vividos com a formação de uma família.   Não, a minha esposa não está tentando se desfazer de uma escolha feita e ela não precisa de sua solidariedade, conquanto entendo-a de melhor intenção. Ela deseja se reencontrar e quando digo que luto pelo meu casamento significa dar exatamente a ela a oportunidade que me pede. Porque o amor não aprisiona, ele liberta. Lutar pelo que se acredita não é forçar situações, mas estabelecer quais prioridades elas representam. A minha é esta: preservar o que é caro para duas pessoas e eu sei que sou caro para ela, tanto ela é para mim e o quanto não permitir que um relacionamento se vá não significa praticar a vilania da imposição, próprio da visão míope, torpe, criminosa e diversionista de um modelo Beauviorista - Buttleriano que beira - este sim - insanidade digna de hospícios trazendo conceitos de divisão e não de soma. Não, não cola. Não fui " escolha errada" na vida dela. Sou PAR, não PÁRIA. Conheço a dialética doentia que transmuta culpa enquanto delibera responsabilidades. Mais vale o diálogo maiêutico dos acontecimentos para que saibamos exatamente sob que consciência fazemos e fizemos as nossas escolhas. Quanto ao sujeito que se aproximou de nossas vidas, tanto ela quanto Deus se encarregaram de dar o devido destino a ele. Um casamento não se resume a uma escolha, mas a uma determinação de vida que define algo que se chama comunhão. Descobri isto quando reconheci meus erros e minhas faltas quando por um momento indignei-me com o que me entristeceu... CRESCIMENTO foi o resultado de tudo isto, e não a porta da rua  como solução.

Sobre a sugestão em torno da qual o entendimento na melhor das hipóteses é de que preciso de ajuda profissional, recebo e agradeço a sua palestra. 

De natureza mesma a comentar que a capacidade de aprendizado é condição indivisível da experiência humana e sobre ele construímos o que nos define naquilo que se chama horizonte de consciência. Fato é que diante de algo raro que é encontrar pessoas como você, com elevada perspectiva, o aplauso é inevitável e assim conforta-me que seja capaz de entender o que escrevo aqui tanto quanto admitir com honestidade intelectual que diante de tais argumentos que exponho uma mente açoitada pela confusão não poderia coexistir... Se ambos temos a aprender, mister o entendimento de que esta observação não é mais do que um fato que define a capacidade humana, antes de ser uma recomendação pedante e soberba disfarçada de reflexão. 

A retórica travestida de serenidade através da qual inverte toda a lógica dos acontecimentos trazendo para a periferia dos fatos uma das personagens, é algo para o qual venho, há quase década vencida, estudando com afinco para justamente não cair nesta erística em torno da qual o resumo encontra no imperativo categórico da inversão de valores a sua melhor performance. Não, comigo não funciona. 

Por fim a sugestão daquilo que escolhemos para ler em crítica ao cordel beletrista que empapuçam as livrarias é apenas para que - de mesma clave de sugestão - busque-se não somente o que lhe ensine a ser para si, mas também para os outros.  

A vida que segue.

Meu abraço e gratidão, como não poderia deixar de ser. Pois à altura da dignidade responde-se com civilidade. 

Cuidemo-nos! Porque ninguém o fará por nós.

Sds.

O elixir é excelente ! O que deixou de ser não foi o quê - mas como.

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